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Drone usado: o que avaliar antes de comprar

Drone DJI Mavic sobre mesa branca ao lado de paquímetro, chaves e tablet

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Comprar um drone usado pode ser uma boa forma de começar ou de trocar de modelo gastando menos. O problema é que, por fora, dois drones iguais podem parecer idênticos e ter histórias muito diferentes: um voou pouco e foi bem cuidado, o outro caiu na água e passou por consertos. Este guia mostra o que conferir na documentação, no equipamento e no teste de voo antes de fechar negócio.

Comece pela documentação

  • Nota fiscal. Peça a nota fiscal da compra original. Ela ajuda a comprovar a origem do drone e mostra se ele foi comprado no Brasil.
  • Homologação na Anatel. Confira o selo da Anatel no produto ou na embalagem e, se quiser, pesquise o número na consulta pública da agência. Se o drone foi importado pelo vendedor e homologado por declaração, pergunte como foi feito o processo: a Anatel informa que o código de homologação é pessoal e intransferível. Entenda mais em Homologação de drones na ANATEL.
  • Cadastro no SISANT. Se o drone tem mais de 250 g, ele deve estar cadastrado na ANAC. Peça a certidão de cadastro e combine a transferência pelo próprio sistema.
  • Número de série. O número do drone precisa ser o mesmo na etiqueta, na caixa, na certidão do SISANT e no aplicativo. Número raspado ou divergente é motivo para desistir.

Como funciona a transferência no SISANT

Segundo a ANAC, quem vende acessa o SISANT, clica em “Transferir drone” e informa o comprador. O comprador confirma a transferência na aba “Drones Recebidos Esperando Sua Confirmação”. A ANAC esclarece que o cadastro reflete quem é responsável pela operação do drone, não necessariamente o proprietário, e que o sistema não pede documento de compra e venda. Por isso, guarde você mesmo o comprovante do negócio. O passo a passo completo está em Como cadastrar seu drone no SISANT.

Inspeção visual: o que olhar no drone

Faça a inspeção com calma, em um lugar bem iluminado.

  • Carcaça e braços. Procure trincas, marcas de cola, peças com cor diferente e folgas nas dobradiças.
  • Parafusos. Parafusos espanados ou faltando indicam que o drone já foi aberto.
  • Estabilizador e câmera. Com o drone desligado, o estabilizador deve se mover com suavidade. Ligado, ele precisa se posicionar sem tremer nem fazer ruído. A lente não pode ter riscos.
  • Sensores. As lentes dos sensores de visão devem estar inteiras e limpas.
  • Motores. Gire cada motor com a mão. O giro deve ser livre, sem atrito, areia ou estalos.
  • Conectores e compartimento da bateria. Oxidação ou manchas podem indicar contato com água.
  • Hélices. Sem lascas ou empenamentos. Hélices são baratas de trocar, mas hélices danificadas contam a história de uma batida.
Drone DJI na bancada com ferramentas
Uma boa inspeção na bancada revela quedas, consertos e sinais de umidade.

Baterias merecem atenção especial

A bateria é a parte que mais se desgasta e uma das mais caras de repor.

  • Estado físico. Bateria estufada, com a carcaça deformada ou com cheiro estranho deve ser descartada. Não compre.
  • Informações no aplicativo. Verifique as informações de bateria que o aplicativo mostra para o seu modelo. Em muitos drones DJI dá para consultar dados como número de ciclos e estado das células.
  • Histórico de armazenamento. O manual da DJI orienta carregar totalmente a bateria pelo menos uma vez a cada 3 meses e informa que, se a bateria ficar 3 meses ou mais sem carga ou descarga, ela perde a cobertura da garantia. Pergunte como as baterias foram guardadas.
  • Teste real. Faça pelo menos um voo com cada bateria e observe se a carga cai de forma brusca.

Veja mais em Baterias inteligentes: como carregar, armazenar e aumentar a vida útil.

Teste de voo

Se possível, faça o teste em um local aberto e permitido, com autorização no SARPAS.

  1. Ligação e mensagens. Ligue drone e controle e leia todas as mensagens do aplicativo. Erros de bússola, IMU, estabilizador ou sensores precisam de explicação.
  2. GNSS. O drone deve encontrar satélites e registrar o ponto de origem.
  3. Voo pairado. A poucos metros do chão, ele precisa ficar estável, sem deriva e sem ruídos diferentes nos motores.
  4. Comandos. Teste todos os movimentos, o controle do estabilizador e os modos de voo.
  5. Câmera. Grave um vídeo e faça fotos. Confira foco, horizonte e se há manchas ou tremidos.
  6. Transmissão. Observe se a imagem ao vivo fica estável a uma distância razoável.
  7. Retorno à base. Teste o retorno automático em um ambiente seguro.

Os drones DJI guardam dados de voo na própria aeronave, e o aplicativo mantém registros dos voos. Pergunte ao vendedor sobre quedas, consertos e uso em ambientes como praia e chuva.

Controle e acessórios

Confira se o controle remoto liga, carrega, tem as alavancas firmes e, nos modelos com tela, se ela está sem manchas ou falhas de toque. Veja se acompanham carregador, cabos, hélices reserva e a caixa original. Acessórios faltando mudam o valor do negócio.

Garantia e direitos

Na compra de um drone usado de uma loja, você está numa relação de consumo, com os direitos do Código de Defesa do Consumidor, como a garantia legal. Na compra de outra pessoa, essa proteção não se aplica da mesma forma, e o cuidado com a inspeção e o comprovante do negócio fica ainda mais importante.

Sinais de alerta

  • Preço muito abaixo do mercado e pressa para fechar.
  • Pedido de pagamento antecipado sem que você veja o drone funcionando.
  • Recusa em fazer teste de voo ou em mostrar o número de série.
  • Falta de nota fiscal e de qualquer comprovante de origem.
  • Vendedor que não aceita fazer a transferência no SISANT.

Depois de fechar o negócio

Com o drone em mãos, deixe a documentação em dia antes do primeiro voo:

  • Confirme a transferência no SISANT. Enquanto você não confirmar, o drone continua com o usuário anterior.
  • Confira a validade do cadastro. A certidão vale 24 meses. Se não for revalidada em até 6 meses depois de vencida, fica inativa e não pode mais ser revalidada.
  • Atualize a identificação. O número de cadastro precisa estar afixado na aeronave, legível.
  • Sincronize no SARPAS. Com o drone no seu CPF, use a opção de sincronização com o SISANT no sistema do DECEA antes de pedir autorização de voo.

Quer vender o seu drone?

A Coelho Eletro compra drones usados no Rio de Janeiro. A gente avalia o equipamento e faz uma proposta. Preencha o formulário de avaliação de drone usado ou fale com a gente pelo WhatsApp. Se você prefere um drone novo, com nota fiscal e garantia, veja a loja.

Fontes consultadas

Informações conferidas em outubro de 2026.

Foto de Anderson Coelho

Anderson Coelho

Fundador da Coelho Eletro Especialista em Drones. Especialista em drones DJI e na regularização de drones na ANAC, no DECEA e na ANATEL, orienta clientes da escolha do primeiro equipamento ao cadastro e à homologação.

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